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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Estudos no Exterior VII - Entrevista com Tânia Colares

Olá amigos intercambistas!
Hoje, é a vez da minha querida amiga Tânia Colares ser entrevistada pelo nosso bloguitcho W-B e contar para nós um pouco da sua experiência de intercâmbio nos USA. Mas, primeiramente, vamos conhecer um pouquinho sobre nossa entrevistada. Tânia Colares, essa moça linda, é cearense, tem vinte e pouquinhos, ama estudar, viajar, conhecer novas culturas, fazer novas amizades e, sobretudo, VIVER. Conheci Tânia Colares na Universidade Estadual do Ceará - UECE, logo que ela transferiu o curso de Letras Ingês da Universidade Federal do Ceará - UFC para UECE. Assim que nos conhecemos, tornamo-nos amigas. Quando soube que ela estava fazendo intercâmbio nos USA, VIBREI! Torço muito pelo seu sucesso. Atualmente, Tânia Colares mora em Kirkalnd na região de Seattle no estado de Washington/USA, trabalha uma parte do tempo e na outra estuda, uma vez que faz parte do programa de estudo/trabalho chamado Au Pair, que conheceremos um pouco mais a partir da sua elucidativa entrevista.

                
Foto: Tânia Colares//Preparativos para o Halloween 2011.2  
 “Algo que eu julgava que era meu limite, aqui, tive a  oportunidade de descobrir que na verdade não era, eu posso fazer mais, ir mais longe.”
Tânia Colares

WB: Você estuda língua inglesa há bastante tempo?

TC: Sim, estudo língua inglesa desde que tinha 15 anos. Ganhei de presente de aniversário um curso de inglês no IBEU-CE.

W-B: O que a motivou a estudar essa língua?


TC: Bem, no começo, quando eu tinha 15 anos, não foi uma escolhe minha, minha tia disse que eu tinha que estudar inglês e pagou o curso pra mim. Eu estudava Inglês porque era a língua falada no mundo todo e sabia que isso iria fazer diferença na minha profissão. Depois fiz vestibular para Letras-Inglês na Universidade Federal do Ceará.  


W-B: Quando e por que decidiu fazer um intercâmbio?


TC: Decidi fazer intercâmbio há muito tempo. Quando estudava no IBEU sabia de vários alunos que viajavam para fazer intercâmbio e queria fazer também, porém sabia que era caro e não trabalhava ainda. Isso foi entre 1999 e 2001, faz tempo!!! Tempos depois, quando comecei a trabalhar, decidi que agora poderia viajar porque tinha como juntar dinheiro. Em 2009 comecei a juntar dinheiro e em março de 2011 viajei para Seattle - USA onde estou ate agora.

W-B: Fale-nos sobre sua experiência de Au pair?


TC: Eu sentia uma necessidade enorme de viajar para os EUA, conhecer o país, estudar inglês numa escola americana, falar inglês todo dia pensar em inglês... Enfim estar nos EUA. O programa de Au Pair foi o mais barato que encontrei e pude unir trabalho e estudo. Para quem não sabe o trabalho de Au Pair é regulamentado pelo governo americano no qual vivemos na casa de uma família por um ano e trabalhamos para essa família cuidando dos filhos deles, eu não diria que somos babá porque não somos vistos como empregados. E um programa de intercambio no qual a família paga seus estudos até $ 500.00.


W-B: Quais foram os seus primeiros passos para realizar o sonho do intercâmbio?


TC: Primeiro passo foi juntar dinheiro, segundo tirar Carteira de Habilitação, porque em algumas famílias temos que levar as crianças para escola, passeios e etc. Depois, fiz estágio em uma creche para comprovar experiência com criança e tirei meu passaporte.

Próximo passo foi procurar uma agência e me inscrevi no programa. Depois tem entrevistas em inglês, temos que fazer alguns exames para anexar a documentação que eles pedem. Depois de tudo pronto o próximo passo é o contato com as famílias, aí deu um frio na barriga porque perecia que já estava quase lá, quase no fim.

Depois, que encontramos a família é hora de tirar o visto e marcar a data da viagem. Para tirar o visto americano eu fui a Recife. Depois de tudo pronto, só arrumar as malas e esperar o dia da viagem. Trouxe poucas roupas de frio, apesar de aqui ser frio, porque sabia que aqui ia comprar mais barato, e comprei muito barato.

O que a fizeram decidir pela agência pela qual viajou?
Optei pela STB, pois era a que mais conhecia, algumas pessoas que conheço já tinha viajado pela STB inclusive pra ser Au Pair.

W-B: Como é a escolha da escola e do programa de estudo?


TC: Como já disse: a família paga até $ 500.00 para estudarmos. Podemos escolher qualquer curso em qualquer College (Universidade) ou qualquer outra instituição de ensino. Temos que cursar no mínimo 60 horas de aulas e ao final recebemos certificado do programa de intercâmbio. Porém, só recebe certificado se estudar inglês. Várias pessoas fazem cursos diferentes como fotografia, teatro e etc. Mas isso não conta para receber o certificado.

W-B: Quanto tempo dura o programa de Au pair? Está sendo proveitoso? Como é a escolha da família?


TC: O programa dura 1 ano e ao final pode ser estendendido por mais 6, 9 ou 12 meses. Está sendo muito proveitoso pelo fato de poder aperfeiçoar a língua inglesa e conhecer outras culturas e principalmente descobrir-me como pessoa. Algo que eu julgava que era meu limite, aqui, tive a oportunidade de descobrir que na verdade não era, eu posso fazer mais, ir mais longe.


A escolha da família acontece quando sua documentação esta toda pronta. Temos um pagina na internet "Au Pair Room" em que as famílias também cadastradas no programa veem nosso perfil.  A escolha é feita de acordo com a experiência que temos com crianças. Então a família marca uma entrevista por telefone ou skype. Nessa entrevista, temos que mostrar interesse na família, se realmente nos interessar, e também é importante fazer perguntas sobre o trabalho, sobre privacidade, por exemplo, se pode usar o carro da família enfim, saber de tudo com detalhes para não ter surpresas quando chegar em solo americano.


W-B: Liste alguns pontos positivos e negativos do programa Au pair.


TC: Pra mim o único ponto negativo é ter que cuidar de criança, pois não gostava muito, mas tenho aprendido muito sobre isso. Pontos positivos são muitos... O que eu mais gosto é de conhecer pessoas de várias nacionalidades, sempre procuro saber da sua cultura. E outros como já foram mencionados: como falar inglês o tempo todo, estudar inglês em escolas americanas, ir para festas.  


W-B: Liste alguns pontos positivos e negativos da escola e da cidade escolhida.


TC: Moro em Kirkalnd na região de Seattle no estado de Washington. É uma cidade bem tranquila tem várias opções de restaurante, porém poucas variedades de lojas. O sistema de transporte público é relativamente bom, sair durante o dia sempre tem ônibus, mas à noite já fica limitado aos locais e horários. As grandes lojas ficam nas cidades vizinhas como Bellevue e Seattle que não são longe. 


W-B: Fale sobre as diferenças culturais.


TC: Algumas coisas me chamam muito atenção como a comida. Tudo ou quase tudo é enlatado, em conserva ou orgânico. Aqui, onde moro tem uma influência muito grande de comida asiática e mexicana. Comida asiática é doce e a mexicana é apimentada. Morro de saudade de feijoada e carne salgada. Existem pessoas de vários locais do mundo aqui, então é muito comum andar na rua e passar por homens usando turbante, roupas indianas, mulheres árabes com o rosto coberto, mexicanos coma fivela bem grande no cinto. Isso tudo foi diferente quando cheguei aqui. Na rua e locais públicos, as pessoas são sempre cortezes, algo bem diferente do Brasil. Atravessar rua só com sinal fechado e em cima da faixa, caso contrário leva multa. Claro que, às vezes, eu atravesso fora da faixa, mas eu me preocupo mais se tem polícia olhando do que carro passando.

W-B: Deixe-nos uma mensagem para aqueles que sonham em estudar no exterior.


TC: Se você quer ir ao exterior para intercâmbio ou estudo, tem que ter foco, pois é um sonho que começa distante, parece impossível, mas é só uma questão de organização e disciplina. 


Foto: Tânia Colares 
Festival de tulipas em Skagit

Foto: Tânia Colares
Bellevue Botanical Garden

 
Foto: Tânia Colares
Passeio no Lake Union

Foto: Tânia Colares 
Baseball game no Safeco Field
Foto: Tânia Colares 
Cidade de Ocean Shores na costa do Pacífico

Foto: Tânia Colares 
Ruas de outono
Foto: Tânia Colares 
Hood Canal

Foto: Tânia Colares 
Vista do Space Needle
 
Foto: Tânia Colares 
Space Needle

Foto: Tânia Colares 
Seatle à noite 

Tânia Colares, querida,  obrigada por responder nossas perguntinhas, o blog W-B agradece a sua enriquecedora contribuição e deseja-lhe toda sorte do mundo e muitas felicidades!

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