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domingo, 3 de março de 2013

Santiago/Chile e Buenos Aires/Argentina - 1ª parte

Por Waleska Bruno

¡Hola! ¿Qué tal?


Acho que já notaram que eu, ultimamente, tenho externado mais o meu interesse e amor à cultura latino-americana. Como todos sabem, sou brasileira, latino-americana e amo esse maravilhoso fato. A verdade é que depois que eu conheci um pouquinho da América do Norte, comecei a ter uma imensa vontade de conhecer os países da América Latina, então, para viabilizar este sonho, resolvi começar conhecendo um pouco sobre dois encantadores países latino-americanos: Argentina e Chile. Tanto o post sobre o Chile quanto o da Argentina serão divididos em várias partes, com o intuito de eu não pecar com a falta de compreensão, ok? Vou começar escrevendo sobre o Chile. A primeira parte será sobre como tudo começou e meu planejamento. Se tiverem questionamentos é só deixarem um recadinho no próprio post. Perguntas estritamente pessoais, do tipo se eu estava acompanhada ou não, não serão respondidas.


Espero que gostem do post e um grande beijo a todos que curtem este blog W-B.



Foto colagem: Waleska Bruno


Como tudo começou

Lá estava eu em um dia monótono e chato de agosto/2012, quando, de repente,  me veio à mente a vontade de planejar e realizar uma nova viagem internacional. Mas para onde? Quando? Por quanto tempo? Indecisões e dúvidas são comuns à espécie humana, mas são duas palavras que possuem poucos e breves suspiros em mim. Em poucas horas, respondi as minhas próprias perguntas através de uma outra pergunta: Que tal realizar meu sonho de começar a conhecer um pouco a minha amada América Latina através de Buenos Aires/Argentina, em janeiro de 2013, por 10 dias? Como se não me bastasse, outras perguntas atropelaram essa última. Ué, 10 dias em Buenos Aires?! E o Chile que fica logo ali coladinho à Argentina? Por que não dar um pulinho lá? A minha ida ao Chile nasceu da minha não vontade de passar todos esses 10 dias somente em Buenos Aires. Então, por que não passar 5 dias em Buenos Aires e 5 dias em Santiago/Chile? Ótima ideia, eu pensei! Uma vez decidida de tudo, foi só planejar e executar.

Planejamento


Não contratei agência de turismo para auxiliar-me em absolutamente nada. Gosto mesmo é de planejar e executar eu mesma todo o passo a passo de uma viagem. AMO muito fazer isso. Bem, mas como fiz tudo? Vamos lá!

a) Primeiramente, certifiquei-me sobre a necessidade de visto e vacinas para fazer a imigração como turista tanto na Argentina quanto no Chile. Nesses dois países, não há a necessidade de visto e de vacinas, ambos fazem parte do MERCOSUL bem como o Brasil.  Como sou brasileira, então, para mim, basta o passaporte ou a carteira de identidade. Recomendo que se certifiquem, antes, das necessidades de visto, vacinas e quaisquer outras exigências que o país o qual pretendem visitar exija, ok? ;) 

b) Segundo, defini o período da viagem. Janeiro de 2013, 10 dias de férias.

c) Terceiro, pesquisei voos e preços. Sugiro olharem os preços dos voos diretamente no site das  empresas aéreas internacionais do que nas nacionais, geralmente, são mais baratos. 

d) Quarto, procurei uma hospedagem. A primeira atitude que tomo é baixar da internet ou ver no google maps o mapa da cidade para qual eu estou indo. Depois, pesquiso sobre onde estão os pontos turísticos da cidade, em seguida, eu procuro um hotel, pousada, apart hotel ou albergue. Quatro itens são muito importantes para mim na escolha de um local para eu ficar durante a viagem, são eles: localização, segurança, limpeza e internet. Bem, aí vocês me perguntam por que esses quatro itens são mais preciosos e determinantes na escolha de um local para eu me hospedar. Sou um ser humano prático e objetivo. Gosto de ter as coisas ao alcance da forma menos complicada possível. A boa localização para mim é importantíssima, gosto de um local que seja próximo à paradas de ônibus, pontos de táxi, casas de câmbio, pontos turísticos e restaurantes. A segurança também é essencial, preciso sentir-me tranquila e confiante onde eu estiver hospedada. A limpeza é indispensável, coisas como mau cheiro, chão encardido, poeira... não dá para tolerar, afinal, você está pagando por no mínimo de higiene possível. A internet para mim é de extrema importância, não que eu seja viciada nela, é porque eu preciso de pelo menos 20 minutos de internet todos os dias para eu me comunicar com a minha família. Para mim, a internet é a forma mais barata e prática de fazer isso.  

e) Quinto, contratei um seguro viagem. Nunca faço viagem internacional sem contratar, antes, um seguro viagem. Por quê? Porque imprevistos acontecem e eu não acho que isso só aconteça com os outros, sou gente como qualquer outra pessoa.  Eu tenho uma consultora de seguros, então a minha consultora fez tudo para mim. Você pode procurar alguma dessas seguradoras ou ir a uma agência de turismo que eles fazem isso por você.

f) Sexto, defini meus passeios. Essa é uma das partes que eu mais gosto de fazer. Primeiro, comecei lendo sobre a história da cidade de Santiago, depois acessei um desses sites de viagem e vi a programação turística que a empresa faz para lá, em seguida, pesquisei na internet uma empresa de turismo que fizesse isso por mim lá mesmo em Santiago, após comprei os passeios pela internet mesmo e outros quando cheguei à cidade.

g) Sétimo, translado. Eu me comuniquei com a responsável da minha estadia em Santiago e acertei por email o meu translado aeroporto/hotel. Quando desembarquei no aeroporto de Santiago/Chile, havia um motorista com um cartaz com o meu nome esperando por mim. Adorei!

h) Oitavo, câmbio e a moeda chilena.  Eu tomei um susto quando fui comprar o Peso Chileno, a moeda é cara! O custo de vida em Santiago é caríssimo! Não se iluda com aquela história que 1 Peso Chileno é igual a R$0,0048 centavos de Real. Não é assim que a moeda lá funciona. Tudo começa a partir de $1.000 Pesos Chilenos, quer dizer cerca de R$5,00 reais. Quer comprar um simples garrafinha de água? Desembolse $1.000 Pesos Chilenos, equivalente a R$5,00. Quer tomar um simples cafezinho? Custa só $2.000 Pesos Chilenos, igual a R$10,00 reais. Agora, eu entendo por que brasileiro ama ir aos USA. A moeda é mais cara, mas o custo de vida nos USA é mais barato. Quando eu estava nos USA, com um dólar, cerca de R$2,10,  eu comprava 4 garrafinhas de água. No Chile, eu preciso de R$5,00 para comprar 1 única garrafinha de água! O mais engraçado é que em nenhum blog ou site eu li sobre a moeda chilena e o seu altíssimo custo de vida. Fui pega de surpresa, adianto que passei por isso na Argentina também. Recomendo uma reflexão rápida sobre a troca de moedas, pois, para mim, é uma atividade, sincronicamente, fácil e difícil. É fácil quando se pensa: é só definir quanto você acha que vai gastar e depois procurar uma casa de câmbio e trocar o dinheiro. Mas acho esse pensamento muito simplório, porque, na realidade, é difícil estimar quanto você realmente vai gastar; e, não vale a pena voltar com esse dinheiro, isso é uma furada, você compra mais cara a moeda e se vendê-la, vendê-la-á por uma ninharia, revoltante! Então, a minha dica para o Chile é  levar de tudo um pouco: Real, Peso Chileno e cartão do banco de saque e crédito. Precisou de dinheiro, vai lá em um caixa rápido e saca só o que você precisa. Não se esqueça de que é necessário habilitar o cartão para uso no exterior.

Galera, aí está um pouco de como eu planejo as minhas viagens e como comecei a colocar em prática meu sonho de conhecer um pouquinho da América Latina. Não sei se essa minha estratégia de planejar viagens é a mais acertada, contudo tem funcionado para mim. Fique de olho nos próximos posts sobre o Chile, você vai gostar.
Beijo, W-B.

ATENÇÃO:  RESPEITE OS DIREITOS AUTORIAS. NENHUMA PARTE DESTE POST DEVE SER REPRODUZIDA SEM A AUTORIZAÇÃO DO(A) AUTOR(A) E SEM QUE HAJA A CITAÇÃO DA FONTE.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Estudos no Exterior - Cuba

¡Hola! ¿Qué tal?


Muito se fala em intercâmbio nos USA, Canadá e países da Europa, mas você já suscitou a ideia de fazer um intercâmbio em Cuba? A minha querida  amiga, Emilly Gama, não só idealizou seus estudos em Cuba, como também o realizou! Bacana, não? O bloguitcho W-B, com intuito de estimular novas percepções e  perspectivas de intercâmbios culturais e/ou de estudos, convidou a queridíssima Emilly Gama a nos conceder uma entrevista sobre sua experiência em terra cubana. Antes, porém, saibamos um pouco sobre nossa entrevistada.

"Viajar e ver o mundo de um outro ponto de vista é algo necessário para o engrandecimento do ser humano. 
Emilly Gama
Emilly Gama é uma jovem de 20 e pouco aninhos, geminiana e concludente do curso de Cinema e Audiovisual na Universidade Federal do Ceará. Eu a conheci nas aulas de balé. Foi amizade à primeira vista. Logo em nossas primeiras conversas, percebi que Emilly é uma  menina muito inteligente, meiga, intelectual, amante de balé e de fotografia. Um de seus traços marcantes é a sua coragem e força de vontade de transformar seus sonhos em realidade. Não à toa, planejou e concretizou sozinha seu sonho de estudar cinema em Cuba. Outro traço de sua personalidade é sua simpatia e seu jeito descontraído e falante. Foi em uma de nossas agradáveis conversas que soube que ela havia estudado em um país que eu tenho imensa vontade de conhecê-lo. Então, não perdi tempo, convidei-a a nos contar um pouco sobre suas impressões cubanas. O bloguitcho W-B, agradece com toda felicidade sua colaboração e deseja-lhe toda sorte do mundo. 

Para embalar esta entrevista, que tal unir Coldplay e Buena Vista Social Club em um delicioso mambo?

Fonte: www.youtube.com.br


W-B: Quando e por que decidiu fazer um intercâmbio?

EG: Decidi fazer o intercâmbio alguns meses antes. Acho que uns 6 meses antes. Eu sempre quis ir estudar cinema em Cuba e era a oportunidade de concretizar isso.

W-B: O que a motivou a estudar em Cuba?

EG: Bem, primeiramente, o fato de a Escuela de San Antonio de los Baños ser uma escola incrível e muito considerada internacionalmente. Mas lógico, não é só a fama que dá credibilidade a um lugar. Minha curiosidade acerca do cinema latino americano sempre foi latente e lá, o berço desse ideal, dessa discussão sobre o cinema latino, sempre me pareceu um lugar necessário em meu trajeto pessoal- profissional. Porque, para além da experiência profissional que tive lá, a vivência em Cuba foi algo engrandecedor.

W-B: Quais foram os seus primeiros passos para realizar o sonho do intercâmbio?

EG: Meu primeiro passo foi ter coragem a me submeter aos procedimentos requeridos, ou melhor, achar que eu estava apta para isso. Foi mais um processo de desenvolvimento da auto-confiança.

W-B: Você utilizou alguma agência para auxiliá-la no intercâmbio? 
EG: Na verdade, não foi de fato um intercâmbio, pois eu me matriculei em um curso de curta extensão na Escuela. Então, a escola me ajudou em tudo, deu-me todo o direcionamento. Em Cuba, as coisas funcionam diferente, não fui por uma agência ou por um pacote, fui para ficar na escola com tudo incluso. Não existe o vínculo entre as instituições de lá e a minha universidade, fiz tudo por conta própria e fui atrás de tudo.

W-B: Qual cidade você escolheu e por quê?

EG: Eu fiquei em San Antonio de los Baños, aproximadamente 40 minutos de Havana, a capital. Nessa cidade, fica a escola de cinema, um pouco mais afastada do grande centro, numa área campesina bastante calma e agradável.

W-B: Você preferiu casa de família ou residência? Por quê? Foi uma boa escolha?

EG: Eu fiquei na residência da escola, dividindo o apartamento com várias amigas de outros países, foi assim com todos os alunos matriculados no mesmo curso. A escola oferecia a residência e a alimentação. Os apartamentos eram dentro do campus da escola. Foi maravilhoso, a experiência de partilhar e conviver diariamente com pessoas novas foi enriquecedor, além de ter provocado uma união com as pessoas que morei.

W-B: Qual foi a escola/universidade que você escolheu e qual o programa de estudo? 

EG: Eu escolhi a Escuela Internacional de Cine y televisión de San Antonio de los Baños, fui realizar o “taller” de realización cinematográfica.

W-B: Quanto tempo passou estudando fora? Foi proveitoso?

EG: Passei um mês fora, mas como era em Cuba, pareceu muito mais tempo. Foi extremamente proveitoso e me relacionei com o tempo de uma maneira bastante diferente.

W-B: Liste alguns pontos positivos e negativos da cidade que você escolheu.

EG: Os positivos: tranquilidade, paisagem bonita e relaxante, pois há muito trabalho e de vez em quando é bom parar e ver o verde. Negativos: não consigo ver nenhum. Talvez só a opção de restaurantes, pois há muito mais em Havana... Mas logo achamos o restaurante da Mercedez.
W-B: Liste alguns pontos positivos e negativos da escola/universidade que escolheu.

EG: A escola é um ambiente fértil, como todos os alunos moram lá, a convivência é intensa. Há tudo lá, mercado, lavanderia, os apartamentos, piscina, quadras, um lugarzinho legal pra fazer festas, etc. Outro ponto positivo é que a escola sempre exibe filmes à noite e toda semana traz um ou mais realizador pra debater. Sempre vai gente interessante.De negativo, eu citaria os meios de comunicação, mas isso não é um problema só da escola, pois o país todo sofre com essa restrição. É muito complicado ligar e se conectar à internet. Às vezes dá, às vezes não, mas nada que tire o pedaço da alma. Aliás, foi muito bom passar um tempo desapegada disso. É difícil falar assim porque para mim foi só um período da minha vida, pois já estou de volta ao Brasil e tenho toda a minha conexão com o mundo, mas quem está lá ainda sofre com isso...
W-B: Fale-nos sobre as diferenças culturais.

EG: Nossa, são tantas. É possível andar nas ruas tranquilamente sem medo de assaltos. Lá também é bem comum encontrar polícia civil nas ruas, seja para dar informação ou para ficar de prontidão. O acesso à cultura é fácil, pois é bem barato. Livros, teatro, cinema, tudo é bastante barato e, em geral, os cubanos são pessoas muito cultas. Porém, há também uma segregação. Os turistas são meio que separados dos cubanos. Existe toda uma maquiagem para que esse contato não aconteça em um maior grau. Comigo isso não aconteceu porque não fui para como turista, fui como estudante, então eu ia nos lugares mais baratos, conhecia cubanos, etc. Não fui com muito dinheiro, fui como estudante mesmo, então tinha que economizar e viver o lugar. lembro-me de comer um prato de macarronada por 0,50 pesos cubanos.

W-B: Recomende-nos um filme cubano.

EG: Memórias do Subdesenvolvimento:



W-B: Deixe-nos uma mensagem para aqueles que sonham em estudar no exterior.

EG: Viajar e ver o mundo de um outro ponto de vista é algo necessário para o engrandecimento do ser humano. É necessário conhecer outras culturas, outras formas de viver, de se relacionar para sair da sua bolha privada. O mundo é uma rede complexa e maravilhosa. O melhor de tudo é que está aí esperando para ser descoberto. A América nunca foi descoberta, nenhum lugar do mundo foi descoberto por completo. Estamos sempre em expedição.


Foto: Emilly Gama

Foto: Emilly Gama

Foto: Emilly Gama

Foto: Emilly Gama


Foto: Emilly Gama

Foto: Emilly Gama

Foto: Emilly Gama

Foto: Emilly Gama

Foto: Só Deus sabe

Foto: Emilly Gama


Foto: Emilly Gama
  
Foto: Emilly Gama

Foto: Emilly Gama

Foto: Emilly Gama

ATENÇÃO:  RESPEITE OS DIREITOS AUTORIAS. NENHUMA PARTE DESTE POST DEVE SER REPRODUZIDA SEM A AUTORIZAÇÃO DO(A) AUTOR(A) E SEM QUE HAJA A CITAÇÃO DA FONTE.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Jeicoacoara/Ce/Brasil - A aventura de três viajantes


Olá, amigos!
Nossa! Novembro/12 e Dezembro/12 passaram tão rápido que não tive tempo nem de fazer um post, que triste! Mas, cá estou eu para publicar mais uma aventura que, desta vez, não terá como cenário terras alhures. Minha querida mamãe reclamou que eu só estava escrevendo sobre o estrangeiro. Então, a pedido da senhora minha mãe, vou contar p'ra vocês minha última aventura vivida aqui mesmo, pelas minhas terras alencarinas. 


Espero que gostem do post
Beijos, W-B.


Antes de iniciar o post, uma música sobre meu lindo Ceará.

Fonte: www.youtube.com.br

Ceará Terra da Luz
Ítalo & Renno
Imagina um lugar lindo todo colorido pintado na mais bela tela pelo criador


Imagina o meu lugar dos sonhos o meu paraíso

As cores da felicidade sorrindo pra você

Imagina meu porto seguro minha alegria

Eu agradeço todo dia eu tenho amor e paz

Daqui o mundo é tão bonito pode ter certeza

Tanta beleza, não troco por nada

Eu sou feliz demais

E o sol iluminando os corações


E o verde do teu mar que me seduz

A tua maravilha encanta, eu posso me orgulhar

Porque eu sou cearense, porque sou brasileiro
Sou apaixonado pelo meu lugar
Eu trago no peito um amor verdadeiro
Eu sou da Terra da Luz, eu sou do Ceará!

Já fazia algum tempo que eu queria ir a Jericoacoara que é considerada uma das 10 praias mais lindas  do mundo. Sempre me programava para isso, mas nunca dava certo. Certo dia, minha querida amiga Simone (Si) convidou-me para fazer um tour nas serras de Tianguá/Ubajara/Viçosa. Como eu já tinha feito esse tour, não me animei porque eu queria ir mesmo era a Jericoacoara (Jeri). Então, eu a chamei para ir a Jericoacoara. Mas, a Si já havia ido DUAS VEZES! O impasse começou eu queria ir a Jeri e ela queria o tour Tianguá/Ubajara/Viçosa. Então, fizemos um acordo diplomático para a felicidade geral da nossa amizade: eu faria o tour Tianguá/Ubajara/Viçosa e ela iria a Jeri. Acordo firmado e selado no cartório da amizade, agora era só decidir o dia, a empresa de viagens por qual viajaríamos e convidar mais amigos que pudessem ou se interessassem em ir conosco. Foi aí que Lindojane (Jane)  interessou-se e decidiu acompanhar-nos. Decidimos ir no feriado do dia dos finados e por uma empresa que uma amiga da Si havia recomendado.  Dia 1º de novembro de 2012, reunimo-nos à noite, às 19h, junto a outros viajantes da excursão e partimos rumo a Jeri. 


* Curiosidade: Jericoacoara significa jacaré tomando sol na língua dos índios.



Fonte: www.youtube.com.br


Fonte: www.youtube.com.br

O TRIO  - AS VIAJANTES

Waleska Bruno
Foto: Simone Reis

Lindojane Nunes
Foto: Waleska Bruno


Simone Reis
Foto: Waleska Bruno

A VIAGEM

Jeri fica bem distante de Fortaleza, aproximadamente a 300 km.  Para chegar até lá, pegamos a BR-222 até a cidade de Umirim, depois a CE-161 até Morrinho e daí a CE-161 até Gijoca. Em Gijoca, deixamos o ônibus e seguimos o resto do trajeto, mais 23 km, em um pau de arara com tração nas quatro rodas, dirigido por um guia local. Ao sairmos do ônibus e dirigirmo-nos para o pau de arara, fomos o último grupo a ser chamado. Eu e minhas amigas corremos para pegarmos os lugares de dentro da cabine, pois eram os mais confortáveis, afinal o carro segue pela areia de praia que faz o carro sacolejar demais. No caminho, o guia da nossa excursão que ia com a gente dizia: "Às vezes o carro atola, mas isso é muito difícil acontecer. Mas se acontecer, a gente vai ter que sair do carro e empurrá-lo". Simone: "Já vim outas duas vezes p'ra cá e nunca aconteceu isso. Eu e Lindojane: "Isso não vai acontecer". 5 min depois, o carro para enquanto os outros nos deixam p'ra trás. O guia: "Desce todo mundo e empurra que o carro atolou". Eu ria muito, nem tínhamos chegado a Jeri e já havia começado a aventura. Era de madrugada, nosso carro estava atolado no meio do nada e a gente precisava desatolá-lo da areia fofa das dunas. Na parte traseira do carro (fora da cabine), havia dois casais que também eram da nossa excursão.  As duas dondocas não queriam sair do carro para empurrá-lo. Eu fiquei com uma raiva do atrevimento delas e da falta de bom senso das dondocas! Então, eu disse: "O que é que vocês estão fazendo aí sentadas dentro da carro? Todo mundo tem que ajudar! Ou vocês acham que a gente vai empurrar enquanto vocês não fazem nada? Podem descer e ajudar!" Desconfiadas, desceram do carro e ajudaram. De repente, o carro dá um pulo p'ra frente e uma das dondocas cai de cara na areia. Eu, Simone e Lindojane entramos no carro rindo quase sem parar. Bem, carro desatolado, seguimos viagem. No caminho, eu soube que em Jeri não tinha iluminação pública. Eu pensei só comigo mesma: "Ué! Não tem iluminação pública? E como é que a gente vai se locomover pelas ruas sem enxergar nada? Por que nunca quis comprar uma lanterna?!". Chegamos às 2h da manhã, à pousada em Jericoacoara. Ao chegar em Jeri, percebi que a cidade realmente não tinha iluminação pública, mas nem precisava, a iluminação de dentro das casas e dos pontos de comércio estende-se até as calçadinhas e ilumina tudo! Pensei novamente: "Ainda bem que não comprei uma lanterna!".  Saímos do pau de arara e corremos para o nosso apartamento, estávamos exaustas! Dormir era o que precisávamos depois de horas de viagem e de desatolar um pau de arara. ;)


Curiosidade:  Jericoacoara é um paraíso ecologicamente protegido. Tornou-se um Parque Nacional em 2002.


O 1º dia em Jeri - Contemplação: praia, fotos, pôr-do-sol, samba

O primeiro dia em Jeri foi fantástico! Acordamos cedo, tomamos café-da-manhã e decidimos não ir com o nosso grupo aos passeios programados da excursão. Preferimos explorar Jeri por nós mesmas e foi uma ótima escolha. Começamos explorando as ruas. As ruas em Jeri não são pavimentadas, são simplesmente de areia, então esqueçam suas sandálias e sapatos. Jeri é um lugar para se andar de sandália japonesa. Há hospedagens para todos os tipos de bolso e ótimos restaurantes, além de mercadinhos, e diversos serviços: aulas de dança, surf, kitesurf, passeios turísticos, lojas de moda praia, de óculos e de japonesas. Passamos amanhã inteira na praia que é linda. Há muitos esportistas por lá. O que me surpreendeu é que eu tive que andar muito dentro da água do mar p'ra água subir na minha cintura, andei tanto que me cansei, consegui deixar a água só até o quadril.  É um ótimo lugar para surfar e praticar kitesurf  mas  você precisa adentrar muito mais no mar para conseguir isso. A praia é ótima para correr, caminhar, andar de bicicleta e a cavalo,  jogar vôlei, capoeira e frescobol, pescar, velejar, fotografar, namorar, conversar com os amigos, além de ser ótima também p'ra não fazer nada. Isso mesmo: fazer nada! É só levar seu guarda-sol, esticar uma canga na areia da praia e contemplar a vida curtindo um ventinho gostoso do mar. Ah, pode levar sua bebida, sua comidinha, seu livro (se gostar de ler) ou uma música bem bacana. Eu e minhas amigas preferimos fotografarmo-nos, tomar banho de mar, jogar frescobol e conversa fora, além de contemplar a vida! Depois, fomos almoçar em um restaurante muito bacana onde as  refeições eram exageradamente bem servidas. A porção de batatas fritas apelidamos de "ignorância", de tanto que veio no prato, quase transbordando. À noite, soubemos de um samba. Fomos à procura desse samba que ficava por trás da nossa pousada, achamo-o e dançamos muito! Nunca vi tanto gringo em um único lugar. Fomos muito paqueradas (risos).

O 2º dia em Jeri - Aventura: passeio de bugue, dunas, mangue, cavalos-marinhos, Pedra-Furada, a padaria da madrugada e alguns contratempos 

O Segundo dia em Jeri foi radical. Contratamos um bugueiro para fazermos o passeio a Tatajuba. O passeio a Tatajuba é imperdível, vale a pena ir. Passeamos pelo mangue que tem uma parada onde pudemos divertirmo-nos em balanços e, após, percorrer um lindo caminho entre as dunas e o mar. O vento batia no rosto, esvoaçava nossos cabelos provocando-nos um imensa sensação de liberdade misturada com alegria. No caminho, fizemos uma parada para navegarmos em busca de cavalos marinhos. Foi difícil achá-los, mas encontramo-os. Tudo corria muito bem, cantávamos bem alto para o mundo escutar o nosso canto de felicidade, até que o bugue quebrou no meio do nada, sobre uma duna! Ai, que eu fiquei nervosa. Algumas pessoas tentaram colocar o bugue para andar, mas não funcionava. Meu sorriso desfez-se, fiquei zangada. Estávamos muito distante de Jericoacoara, em pleno deserto de dunas. Fora isso, o sol estava impiedoso, o vento levantava a areia da duna e atirava-a contra nós como se fosse um chicote. Enrolei-me na canga e disse: "Meninas, economizem a comida, a bateria de celular e vamos pedir: SOCORRO!". Enquanto isso, o motorista do bugue entrou dentro de outro bugue e foi pedir ajuda. Aí pensei: "E se ele não voltar?! Ahh! Socorro!!". Eu me desesperava  e as minhas amigas permaneciam calmas. Eu, com ódio, é claro! Após 40min, ele voltou e consertou o bugue. Depois, levou-nos para um local que tinha barraca e comida. Ficamos lá cerca de 1h. E como se não bastasse, ele sumiu e voltou embriagado! Meu ódio se tornou em ódio mortal! Tensão! Meu Deus! Nós íamos voltar com um bêbado dirigindo um bugue que não tinha segurança nenhuma, percorrendo dunas, mangues e etc. Nunca senti tanta raiva e medo ao mesmo tempo. Entramos no bugue, às vezes, ele corria, outras vezes, queria dormir no volante! Minha amiga Si ficava conversando com ele e eu batendo na cabeça dele p'ra que não corresse e nem subisse nenhuma duna. Nunca o caminho de volta para casa foi tão longo e irascível.  Quando chegamos a Jericoacoara. Dei um salto do bugue, pagamos e fomos embora. Demos graças a Deus por termos chegado com Vida! Nunca mais quero ver aquele bugueiro de novo! Vocês que querem passear de bugue, prestem bastante atenção neles antes de contratar-lhes o serviço.
Dicas valiosas sobre passeios de bugue:



a) Procure a Associação de Bugueiros que, geralmente, é credenciada pela prefeitura local;

b) Compre um passeio de bugue apenas com um bugueiro credenciado e que tenha um veículo em perfeitas condições para o passeio;

c) Não aceite fazer o passeio se o bugue oferecido pela agência ou guia de viagem não estiver em perfeito estado, afinal, nada é mais importante do que a sua segurança;

d) Inspecione o bugue antes de entrar nele e fazer o passeio;

e) Preste atenção que, às vezes, você contrata um passeio de bugue com uma pessoa e um dado carro e na hora vem o substituto, não aceite isso;

f) Informe-se sobre o roteiro do passeio, se este passar por rodovias asfaltadas e muito movimentadas, não faça o passeio, o risco é muito grande.
Dicas adaptadas do site: http://www.turismoevariedades.com/2012/01/o-perigo-no-passeio-de-bugue.html

Depois da aventura do bugue, foi a vez de Eu e Jane enfrentarmos o caminho das pedras até a famosa e linda Pedra Furada. Simone não quis ir conosco porque já havia feito o mesmo caminho em uma outra oportunidade e não estava querendo passar por tudo novamente. A Pedra Furada era linda, mas o caminho tortuoso! Há dois caminhos que podem ser trilhados até a Pedra Furada: por cima da praia ou pela praia. Como já era fim de tarde, fui pela praia e voltei por cima por causa da maré alta. Gente, a volta por cima quer dizer escalar um gigante e sofrido paredão de pedras! Não recomendo essa escalada para que tem problemas de coluna, pé, quadril, perna e pessoas com marcha reduzida. De volta para pousada, caí na cama de tão cansada! Uma vontade de nunca mais sair de lá... Jane e Si ainda tiveram pique para esperar a Padaria Santo Antônio que só funciona de  madrugada. Eu só queria dormir. As meninas ainda trouxeram-me um pãozinho com queijo que era uma delícia!

O 3º dia em Jeri - A volta: malas feitas, trajeto para Jijoca e Lagoa do Paraíso

Enfim, a volta. Ai, que tristeza deu pensar na volta. Acordamos cedo, arrumamos a mala e embarcamos de volta. Antes de sairmos de Gijoca, passamos parte da manhã na Lagoa do Paraíso. A água era clarinha, havia redes para nos deitarmos e a comida do restaurante estava uma delícia. Voltamos após o almoço, a volta foi tranquila. Chegamos a Fortaleza à noite com o sentimento de que havíamos feito uma ótima viagem, que tínhamos conhecido, sim, uma belíssima praia, que por sorte está localizada em meu estado o Ceará, e que ainda iríamos voltar a Jericoacoara muitas outras vezes. Amigas lindas, Lindojane e Simone, amei ter viajado com vocês!
 
Quer saber mais sobre JEICOACOARA e planejar sua viagem?
 Acesse estes sites/blogs:
Portal Jericoacoara
Trip to Brazil
Jeri-Brazil
Dicas de Gustavo Vivacqua

1. Leve dinheiro trocado. Lá não tem banco.

2. Leve tudo o que precisar. A cidade é meio isolada e só possui o básico.
(Jeicoacoara, atualmente, já tem muitas lojas, inclusive de jóias! W-B)

3. Uma lanterna vai te quebrar um galho, Jericoacoara não possui iluminação pública nas ruas.
(Não precisei de lanterna. W-B)

4.O número de pousadas em Jericoacoara é pequeno, por isso é bom fazer a reserva com antecedência.

5. Jeri tem pouca sombra. É sol direto no couro. Leve protetor do maior número possível.

6.Pedra Furada e as lagoas são visitas obrigatórias. Não perca.



7. A cidade possui uma noite bacana. Além de sempre ter uns shows chamados "Canta Jeri", tem forró, reggae e rock e no final de noite vai todo mundo comer pão fresco na Padaria Santo Antônio.
(Incluo samba. W-B)

8. O lugar é o paraíso do wind-surf e do kite. Nego veleja das 9:00am às 9:00pm. O pico é uma ponta de areia onde entram umas micro-direitas perfeitas com vento constante. Venta sempre , mais ainda em agosto e setembro.

9. Não existem estradas para chegar em Jericoacoara, por isso a forma mais comum das pessoas chegarem é de bugue , D20s, ou 4x4 via Jijoca e via Praia do Preá.

10. Não é impossível chegar com seu carro 4x2, mas a chance de você atolar é de 60%.
(Não recomendo e aumentaria a chance para 90%. W-B)

11. Na baixa temporada, a noite é na quarta e no sábado. Na alta temporada, só não tem noite na segunda. 

12. Além de andar de 4X4 ou de bugue pelas dunas, vale dar um rolé de jangada , um passeio de cavalo e um sandboard nas dunas.

13. No mês de julho, dá para ver o sol se pôr  no buraco da Pedra Furada.




JERICOACOARA


Foto: Waleska Bruno

Foto: Waleska Bruno

Foto: Lindojane Nunes


Foto: Waleska Bruno


Foto: Waleska Bruno

Foto: Waleska Bruno

Foto: Waleska Bruno
Foto: Waleska Bruno
Foto: Waleska Bruno
Foto: Waleska Bruno
Foto: Simone Reis
Foto: Waleska Bruno
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Foto: Waleska Bruno
Foto: Waleska Bruno
Foto: Waleska Bruno
Foto: Waleska Bruno


Foto: Waleska Bruno
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Foto: Waleska Bruno
Foto: Waleska Bruno
Foto: Waleska Bruno
Foto: Waleska Bruno
Foto: Waleska Bruno
Foto: Waleska Bruno
Foto: Waleska Bruno
Foto: Waleska Bruno
Foto: Waleska Bruno
Foto: Waleska Bruno
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